Notícias de início de ano: meu romance, “A Trama do Mundo”

02/04/2025

Finland National Gallery – “Impivaara from Far, 1907”, de Akseli Gallen-Kallela

Seja você um visitante de longa data ou alguém que chegou ao Finisgeekis por acaso, deve ter notado que este espaço está recheado de histórias.Algumas mais convencionais, ainda que temperadas por arroubos de sabedoria ou sensibilidade. Outras, mais difíceis – de entender, de completar ou mesmo de suportar, diante do que nos dizem sobre a crueldade do mundo.

Dessa vez, escrevo para compartilhar algo mais ambicioso e pessoal. Minha própria história – o romance A Trama do Mundo – está para chegar às livrarias!

A Trama do Mundo

Capa de “A Trama do Mundo”, já disponível para pré-venda no site da Ed. Caravana (link abaixo)

Este é um livro sobre uma história partida em duas — e sobre a magia necessária para costurá-la de volta. Em um mundo fantástico, uma predadora ronda em busca de “Oisín”.

 

Na São Paulo pré-pandemia, Nísia, conhecida como Oisín Cosmaker, ganha a vida criando cosplays: fantasias para convenções. Em outra vida, Oisín visitou o fim do mundo. Uma velha inimiga ameaça arrastá-la de volta. Nísia vende disfarces, mas também se esconde de erros do passado.

 

O pedido de ajuda de um ex-namorado desencadeia acasos que trazem seus segredos à tona. Duas histórias paralelas que se revelam versões do mesmo conto: a jornada de uma mulher e das personagens a quem deu vida.

 

Uma busca pela fantasia intrínseca à vida mundana e pela realidade implacável dos mitos que reencenamos. Esta é uma história sobre a importância das histórias. Mesmo em um mundo aparentemente desencantado, rendido à cultura de massa.

Como diz a sinopse, trata-se de um livro sobre assuntos caros, sobre os quais muito escrevi ao longo dos anos: cosplay, convenções, ballet, mitologia irlandesa, o bairro da Liberdade roleplay; sobre a capacidade das histórias – de qualquer história – de dar sentido ao impensável e transformar o pop em poesia.

É uma história ambientada em São Paulo, sobre partes de São Paulo que concretamente existem – e outras tantas que apenas visitamos em nossos pesadelos.

É, acima de tudo, uma história sobre pessoas que tiram da fandom parte da sua identidade. E do que significa navegar o mundo quando temos garotas mágicas e deuses antigos montados em nossos ombros como daímones (ou anjos da guarda), guiando-nos pelo mundo ao sabor de seus caprichos. Sobretudo quando a trama desse mundo sai de nosso controle.

Nerds em convenção, num nível fundamental, eram todos iguais.

 

Olhe para cada um e você veria a mesma paixão besta por piadas de internet, a propensão a entrar em filas gigantescas sem saber a que levavam, a fraqueza por colecionáveis como a de um sayajin por aqueles que agarram seu rabo; a mesma curiosidade com que buscavam um herói conhecido na camiseta alheia, um sorriso de cumplicidade em quem folheava sua HQ favorita, o fim de uma tatuagem que a roupa escondia, a Zona Proibida nas coxas de cosplayers; a barra de mana que não se esgotaria até que obtivessem o autógrafo do convidado especial, o erro crítico que lhes tirava um salário mínimo em troca de um set básico de Warhammer, a máscara que vestiam para fugir o mais longe possível do rosto impresso em seus RGs, com tinta e lentes de contato, roupas do gênero oposto e pele à mostra se preciso fosse.

 

E a certeza, forte em uns, dissimulada em outros, que nada daquilo era um preço alto demais para comprar às suas vidas um módico de sentido.

 

– Trecho da obra

O livro já está disponível em pré-lançamento no site da editora Caravana. Você pode adquiri-lo clicando aqui.

Nos próximos meses, retornarei à ativa no Finisgeekis com uma série especial de artigos para contar mais de seu enredo, compartilhar detalhes do processo de criação, trazer curiosidades sobre seus temas e notícias sobre eventos relacionados ao livro.

Fiquem de olho!

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1 Comentário

  1. JEFFERSON VIEIRA VIANA

    Nossa senhora, pensei que o site tinha morrido de vez, monte de sites que eu gosto ou atores pararam de postar ou saíram do ar, espero que volte

    Responder

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